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O Brasil terá, até o final do ano, um equipamento para acelerar os testes de avaliação de placas de aquecedor solar. Hoje, os ensaios demoram de dois a três meses; com o novo sistema, inédito na América Latina, a análise de eficiência poderá ser feita em um dia, o que atende às demandas do setor privado. Atualmente, as empresas esperam até 12 meses para que seus produtos sejam testados.
O equipamento, chamado simulador solar, requereu US$ 850 mil em investimentos, custeados pela Eletrobrás com verba do Banco Mundial, por meio |
do GEF (Fundo para o Meio Ambiente Mundial). A parceria faz parte do Programa de Eficiência Energética, apoiado pelo PNUD. O simulador será instalado no Centro Brasileiro para Desenvolvimento da Energia Solar Térmica, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).
Os testes, definidos pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e feitos na PUC-MG, são necessários para que os produtos recebam o Selo PROCEL de eficiência energética. A bateria de ensaios inclui análise sobre a resistência do material (envelhecimento, choque térmico etc.) e sobre a eficiência (quanto da radiação solar a placa transforma em aquecimento da água).
“Os ensaios de eficiência são os mais demorados. Hoje, são feitos ao tempo e dependem das condições climáticas”, afirma Lauro Vilhena, coordenador de instrumentação do Centro Brasileiro para Desenvolvimento da Energia Solar Térmica. Com o simulador solar, é possível fazer os testes de eficiência em ambiente fechado, sem depender da velocidade do vento ou da incidência do sol. Equipado com oito lâmpadas de 40 quilowatts, o equipamento produz uma radiação semelhante à de um dia de céu limpo, ao meio-dia.
Emerson Salvador, coordenador na Eletrobrás do projeto Capacitação Laboratorial, destaca que a agilização dos testes de eficiência dos coletores solares traz duplo benefício: além de incentivar a eficiência energética nessa área, estimula o consumo de um equipamento do aquecedor solar, que substitui o chuveiro elétrico. “Isso poupa energia e poupa a natureza”, afirma.
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